Notícia bastante interessante (e ao mesmo tempo um tanto triste) publicada na UOL hoje, bastante útil para os futuros delegados da edição 2009 do Global Classrooms São Paulo que participarão do Conselho de Direito Humanos (CDH), cujo tema será “Tráfico de Pessoas”, e da Organização Mundial de Saúde (OMS), cujo tema é “Tráfico de Órgãos e Turismo Médico”.
É importante notar que as populações que são vulneráveis ao Tráfico de Órgãos são também vulneráveis ao Tráfico de Pessoas.
Como a comunidade internacional pode impedir que tais praticas continuem a ocorrer?
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16/07/2009 – 13h10
Do UOL Notícias*
Em São Paulo
Um homem de 50 anos foi obrigado por senhorio a escolher entre vender os filhos ou um rim para pagar uma dívida no Paquistão. Ele escolheu perder o órgão a negociar parte da família e já passou por exames pré-operatórios. A venda vai render entre US$ 1.100 e US$ 1.600 a ele.
Segundo o site da CNN, casos como este não são raros no país asiático. Somente nos povoados em volta de uma única fazenda na zona rural paquistanesa, calcula-se que o número de transplantes obtidos desta forma tenha atingido a casa dos 2.000 em um ano. Destes, 1.500 foram destinados ao que o governo chama de “turistas do transplante”, informa a reportagem.
Uma lei que entrou em vigor no final de 2007 proíbe a doação de órgãos para transplantes por dinheiro. O objetivo era acabar com a fama pouco simpática do Paquistão, visto como um dos maiores “mercados de órgãos” do mundo.
Apesar da lei, a CNN conta que pessoas endividadas ainda procuram médicos para obter informação sobre estas doações pagas e insistem em vender um rim mesmo sabendo que a prática é ilegal. O doador ganha pelo órgão, em média, de 100 mil a 150 mil em moeda local (entre cerca de US$ 1.200 e US$ 1.800).
*Com informações da CNN
