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Água Potável em Angola

Julho 23, 2009

23-07-2009 16:01

Huambo

Mais de seis mil famílias da Caála beneficiam-se de água potável

Caála – Seis mil e 750 famílias das comunas da Calenga, Cuima e Catata, no município da Caála, província do Huambo, estão a consumir água potável desde Abril deste ano, no quadro do programa do “Água para Todos”, traçado pelo Governo angolano.

Em declarações hoje (quinta-feira) à Angop, o administrador municipal da Caála, Miguel Somakessenje referiu que os novos sistemas de captação e distribuição de água reduziram as longas distâncias anteriormente percorridas pela população para obter o produto.

A reposição dos sistemas durou um ano e funcionam por indução forçada, estando equipados com tanques com capacidade para armazenar 20 mil litros de água potável.

O administrador do município da Caála afirmou que esta iniciativa vai estimular o desenvolvimento socioeconómico da circunscrição, assim como diminuir as doenças causadas pelo consumo de água não tratada.

Segundo a fonte, o desenvolvimento socioeconómico da região é visível em vários aspectos e pretende-se criar outros projectos sociais para bem-estar da população.

Estão em curso desde o princípio deste mês as obras de recuperação do sistema de captação, tratamento e distribuição de água potável à cidade da Caála, a cargo de uma empresa chinesa.

A reabilitação está assente no melhoramento da conduta de distribuição, reservatório central de água potável, sistema de captação e outros pontos de canalização da cidade da Caála.

De acordo com Miguel Somakessanje, o sistema será modernizado para resolver o problema de carência do produto na cidade.

O sistema de abastecimento de água potável possui quatro tanques reservatórios, deste dois são de 520 metros cúbicos e os outros dois têm a capacidade de armazenar 250 métricos cúbicos.

Sem precisar o orçamento definido para o projecto, o administrador municipal disse que o governo está engajado em melhorar as condições de vida da população desta cidade. 

Actualmente, estão privados de água potável cerca de 662 consumidores da cidade da Caála, cadastrados no ano passado.

Na localidade, os munícipes adquirem água para o consumo através de poços, fontanários e riachos existentes na periferia da circunscrição.

O programa “Água para Todos” permitiu ao município da Caála beneficiar-se da reabilitação de sete pontos de águas distribuídos em instituições escolares, hospitais e mercados, onde se notam maior concentração populacional.

Numa segunda fase, pretende-se reabilitar mais de 40 manivelas para o melhoramento e tratamento de água potável no município da Caála, situado a 23 quilómetros ao oeste da cidade do Huambo.

Fonte: http://www.portalangop.co.ao/motix/pt_pt/especiais/reconstrucao-nacional/Mais-seis-mil-familias-Caala-beneficiam-agua-potavel,9dccfb72-da15-4d82-9eef-954f42bce8e7.html

22-07-2009 19:06

Huambo

Comuna de Mundundu ganha sistema de água potável

Huambo – Um sistema de captação e tratamento de água com capacidade para fornecer cinco mil litros por hora foi inaugurado hoje (terça-feira), na comuna de Mundundu, município de Ukuma, a 112 quilómetros a Oeste da cidade do Huambo.

O sistema foi inaugurado pela vice-governadora provincial do Huambo, Lotti Nolika, e é composto por dois tanques-reservatórios, um grupo gerador de 22 KVA e seis chafarizes.

Cerca de 300 mil dólares americanos foram investidos no projecto, que inclui ainda a instalação de um sistema de energia solar para o centro de saúde e para a administração comunal.

Na localidade vivem perto de oito mil e 458 pessoas, na sua maioria agricultores. 

Na ocasião, a vice-governadora revelou que o projecto enquadra-se no programa “Água para todos”, elaborado pelo Governo angolano para melhorar o fornecimento do produto à população.

“O governo provincial vai continuar a trabalhar para a recuperação das infra-estruturas da comuna, na sua maioria grandemente destruídas durante o conflito armado que se registou no país.”, frisou.

A moradora local Adelina Umbe, de 42 anos, disse à Angop que esta é a primeira vez que a população da comuna beneficia-se de um 
sistema de fornecimento de água tratada.

O soba da comuna, Albano Lucas, revelou que a comuna possui uma central eléctrica e que este sistema de água canalizada veio sustentar as promessas do governo para com o população.

Fonte: http://www.portalangop.co.ao/motix/pt_pt/especiais/reconstrucao-nacional/Comuna-Mundundu-ganha-sistema-agua-potavel,0be68268-21dd-4529-b92e-cb7af77e523d.html

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Cidade australiana ganha fama por proibir água engarrafada

Julho 23, 2009

18/07/2009

Meraiah Foley

Em Bundanoon (Austrália)

Quando os moradores de Bundanoon (Austrália) votaram neste mês pela proibição da venda de água engarrafada na cidade, não imaginavam que conquistariam fama mundial.

Com uma votação quase unânime em uma reunião da comunidade, os moradores desta pequena cidade turística iniciaram um debate mundial sobre os efeitos sociais e ambientais da água engarrafada que colocou a indústria de bebidas na defensiva.

Huw Kingston, líder da campanha contra a água engarrafada em Bundanoon (Austrália)

Huw Kingston, líder da campanha contra a água engarrafada em Bundanoon (Austrália)

Autoridades estaduais e municipais nos EUA vêm diminuindo o uso de água engarrafada em escritórios públicos nos últimos anos, alegando diversas preocupações, dentre elas a energia usada para produzir e transportar as garrafas e o aumento da desconfiança do público na água encanada. Até onde sabem os ativistas, Bundanoon é a primeira cidade no mundo a proibir a venda de água engarrafada.

Localizada nas terras altas no sudeste de Sydney, Bundanoon é uma cidade pacata de jardins arrumados e chalés graciosos cercados por casas de campo de cidadãos urbanos ricos. É o típico lugar onde desconhecidos conversam nos bancos do parque ao longo da pitoresca rua principal e as pessoas do lugar deixam flores no memorial de guerra local.

De acordo com Huw Kingston, proprietário do Ye Olde Bicycle Shoppe e líder da campanha, a proibição não começou como cruzada ambiental. Começou quando a empresa engarrafadora pediu permissão para extrair milhões de litros de água do aquífero local.

A princípio, os moradores não gostaram da ideia de caminhões de água atravessando suas ruas tranquilas. Mas, com o crescimento da oposição, muitos moradores começaram a questionar o próprio conceito de transportar água por caminhão por cerca de 160 km ao norte, para uma engarrafadora em Sydney, para depois ser transportada para outras partes – possivelmente até de volta a Bundanoon – para ser vendida.

“Tomamos consciência, enquanto comunidade, do que é essa indústria”, disse Kingston. “Então nasceu a questão: se não queremos uma fábrica de extração em nossa cidade, talvez não devêssemos mesmo vender o produto final”.

Uma dezena de ativistas se reuniu e convocou uma reunião da comunidade. Dos 356 moradores que apareceram para votar com um aceno de mão, apenas um fez objeções.

A proibição é inteiramente voluntária. Com o apoio do público, os seis principais comerciantes de alimentos da cidade concordaram em tirar a água engarrafada de suas prateleiras a partir de setembro. Eles planejam recuperar suas perdas vendendo garrafas reutilizáveis e baratas que poderão ser enchidas em fontes e bebedouros que serão distribuídos pela cidade.

Alguns dos 2.500 moradores da cidade dizem que apoiam o projeto porque se preocupam com os efeitos dos agentes químicos das garrafas plásticas; alguns veem como demonstração positiva contra a engarrafadora.

Uns não acreditam que a prefeitura conseguirá manter as novas fontes, enquanto outros se preocupam com as implicações para a saúde de deixar apenas alternativas açucaradas nas prateleiras das lojas.

“Não vejo porque se deve teimar apenas com a água”, disse Trevor Fenton, morador aposentado de Bundanoon. “O que eu gostaria era de vê-los se livrarem de todos os refrigerantes, mas eles nunca fariam isso.”

Os ambientalistas vêm ganhando força na luta contra a água engarrafada. Além das novas restrições de governos estaduais e municipais nos EUA, muitos restaurantes importantes também começaram a substituir água mineral importada por água da bica. Recentemente, um comitê do Congresso norte-americano debateu se não deve aumentar a regulação sobre a indústria da água engarrafada, após revisar dois novos estudos que questionavam se a água engarrafada era mais saudável do que a da bica.

A repercussão do assunto irritou a indústria, que envolve quase US$ 60 bilhões (em torno de R$ 120 bilhões) por ano no mundo e cerca de US$ 400 milhões (R$ 800 milhões) por ano na Austrália. Grupos da indústria dizem que é injusto discriminar a água engarrafada quando muitos outros produtos -como fraldas descartáveis e produtos importados, queijo e vinho- têm igual ou maior impacto no meio ambiente.

Na Austrália, a maior parte da água mineral é produzida nacionalmente, em garrafas recicláveis que perfazem uma proporção muito pequena dos aterros sanitários, de acordo com Geoff Paker, diretor executivo do Australian Bottled Water Institute.

“Precisamos manter o produto em perspectiva”, disse Parker. “Há dezenas de milhares de produtos no setor de bens de consumo e há um vasto número com uma pegada de carbono maior do que a água engarrafada.”

A questão é sensível. No dia da votação em Bundanoon, o governo de New South Wales anunciou que ia parar de comprar água engarrafada, levando o ministro do meio ambiente a instar outros Estados a fazerem o mesmo. As medidas geraram uma enxurrada de editorais nos jornais e em programas de rádio no final de semana em toda a Austrália.

Os comerciantes de Bundanoon dizem que ficaram intrigados com toda a atenção que se voltou para eles com a proibição, e até receberam oferta de garrafas de água reutilizáveis com uma marca especial de uma importante fornecedora europeia.

Em frente a sua loja de revistas e jornais, Peter Stewart disse que os holofotes sobre Bundanoon iam compensar os US$ 1.200 (aproximadamente R$ 2.400) por ano que deve perder com a proibição da venda de água mineral.

“Que um grupo de pessoas possa se reunir por alguns meses e chegar às manchetes do mundo todo, é realmente impressionante”, disse ele. “A cidade está muito orgulhosa”.

Tradução: Deborah Weinberg

Fonte: http://noticias.uol.com.br/midiaglobal/nytimes/2009/07/18/ult574u9520.jhtm

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Cabo Verde aproxima-se do limite de exploração de água potável

Julho 21, 2009

Cabo Verde aproxima-se do limite de exploração de água potável, alerta Direcção Nacional da Gestão dos Recursos Hídricos

ÁFRICA - 17/07/09, 12:08 - OJE/Lusa

água

Cabo Verde está a aproximar-se “a passos largos” do limite de exploração de águas subterrâneas, a maior fonte de aprovisionamento do país, alertou hoje o presidente da Direcção Nacional da Gestão dos Recursos Hídricos do arquipélago.

“Cabo Verde tem potencialidades de água subterrânea estimadas em 60 milhões de metros cúbicos/ano. Estaremos seguramente a explorar cerca de 40 milhões”, precisou António Pedro Borges, ao discursar na sessão de abertura do 1º Simpósio Nacional dos Recursos Hídricos, sob o lema “Água: Desafios de Hoje, Exigências de Amanhã”.

António Pedro Borges avisou que, até 2020, com o ritmo de desenvolvimento do país, essa necessidade vai ter de ser aumentada significativamente, para subir aos 90 milhões de metros cúbicos/ano.

Cabo Verde tem, porém, desenvolvido ao longo das últimas duas décadas vários projectos de centrais dessalinizadoras, provenientes da água do mar, que têm permitido atenuar a exploração dos lençóis freáticos.

Estima-se que a população mundial utiliza mais de metade da água potável disponível proveniente de aquíferos, rios e lagos, lembrou.

Ao intervir também na sessão de abertura do Simpósio, o Presidente de Cabo Verde, Pedro Pires, frisou a necessidade de os critérios de gestão da água deverem basear-se na racionalidade, poupança e produtividade, bem como na eficácia das diversas vertentes do seu uso.

Pedro Pires defendeu que esses critérios devem ser aplicados também no uso doméstico, numa altura em que Cabo Verde está a aproximar-se do limite da exploração das águas subterrâneas.

“Verificam-se, nesta vasta área de consumo, muitas perdas e desperdícios”, sustentou o chefe de Estado cabo-verdiano, defendendo a introdução “urgente” de novos equipamentos e hábitos pessoais de poupança, a par da promoção da expansão das redes de reciclagem das águas residuais.

Esses critérios, acrescentou Pedro Pires, podem aplicar-se à agricultura, à protecção das reservas naturais e a uma gestão adequada das orlas marítimas, exigindo esta uma atenção “especial”, pois é “urgente encontrar o substituto da areia do mar na construção civil”.

Além da prática “negligenciada” e do “esbanjamento” como factores que têm contribuído para a carência e degradação da água, Pedro Pires afirmou que há uma visão errada quanto à quantidade disponível e ao seu valor material em Cabo Verde.

“A gestão da água impõe um equilíbrio entre os imperativos da sua protecção e as necessidades de ordem económica, sanitária e social”, concluiu.

Fonte: http://www.oje.pt/noticia.aspx?channelid=B35371BB-722F-4403-8EB6-DCE66A4991FB&contentid=87630C11-7AED-4F27-A44F-5902C038C3D0

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