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Global Classrooms e a Sensibilidade

Novembro 6, 2009

Lais

O projeto Global Classrooms, é um projeto que vai além de estudar outros países, conhecer novas culturas e ir para Nova Iorque.

Creio que quando passamos a estudar países subdesenvolvidos, tanto para os atacar, quanto para os defender. Nos sensibilizamos quando nos deparamos com a miséria, com a pobreza extrema, com os altos índices de mortalidade, com os altos índices de corrupção que impedem o país de se desenvolver, com a falta de atenção dos governantes para com sua população e etc.

Juntamente com o nosso primeiro choque à nova cultura, vem a incompreensão e o questionamento do “por que as coisas são assim?”, isso é apenas o primeiro passo, depois que defendemos e atacamos outros países e descobrimos  que apesar de tanto sofrimento ainda há situações piores do que a de nossa “nova pátria”.

Apesar de tudo isso, me parece que poucos são os delegados que passam a se importar com a miséria corriqueira de nossa pátria mãe, com os casos de violências que são vistos na televisão como apenas mais um, ou melhor dizendo, mais uma vitima de bala perdida (que de perdida não tem nada); mais um assaltante e/ou sequestrador éque foi morto por policiais; mais um policial morto durante troca de tiros; e assim sucessivamente até chegarmos à fonte de tudo: o crescimento desordenado das cidades; a falta treinamento policial; a falta de empregos; o alto índice de corrupção etc. O que mais me impressiona nisso tudo é a falta de sensibilidade para com os cidadãos que como nós também são brasileiros e de algum jeito também nutrem esperanças por nossa pátria, por nosso país.

Por que então apenas nos sensibilizar com os casos estrangeiros enquanto nosso país imergente não cresce mais pela falta de consciência e sensibilidade de sua população? Por que temos de chorar quando uma menina é atirada da janela pelo pai e não choramos ou prestamos sequer uma homenagem aos policias que mesmo sem condições nos defendem todos os dias e alguns chegam até a morrer? Por que temos que observar calados escândalos após escândalos em nosso senado, que é motivo de piada em outros países? Por que temos de ser uma civilização de terceiro mundo, onde lixo é jogado no chão, se o ato de jogar o lixo na lixeira é tão simples? Por que ao ver uma criança haitiana comendo barro com sal choramos, mas ao ver uma criança de rua brasileira abandonada não fazemos nada?

Estamos tão acostumados com as barbaridades de nosso país que é mais fácil chorarmos por outros que estão em situação pior, ou pelo menos é o que pensamos e o que a mídia nos mostra, que esquecemos de nos ajudar, ajudar o país a crescer, superar os limites impostos por países desenvolvidos. Já é passada a hora dos brasileiros se unirem e se ajudarem, e não se mobilizarem apenas com as fatalidades ou tragédias, é hora de nós mostramos um povo que luta por seus sonhos, que como antigamente pinta a face e vai às ruas pedindo melhores condições.

O Global Classrooms nos ajuda a crescer mentalmente e emocionalmente, a partir do global viramos cidadãos globais, mas antes de sermos cidadãos globais somos cidadãos brasileiros que merecem ser ouvido e assistido pelos nosso governantes.

Laís Regina Dias dos Santos – E.E. Professor José Vieira de Moares 3°D

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Parece que vivi um sonho!

Outubro 30, 2009

 

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Raquel Mozzer e Kelly Costa Reis no GC 2009

 

 

Um sonho em que jovens se importavam verdadeiramente com seus futuros e estes jovens se superavam, se esforçavam e lutavam pelos seus direitos sem ferir os princípios da democracia e da diplomacia.

Neste sonho os jovens pensavam em soluções para os problemas do mundo e se demonstravam realmente preocupados com suas atuações no exercício de defender e lutar por seus direitos e valores.

Neste sonho estes jovens se descobriam e se desenvolviam como seres humanos mais conscientes de seus direitos e deveres dentro da sociedade.

Eu vivi um sonho que antes era irreal, inatingível e às vezes até mesmo incompreendido…

Este sonho chama-se Global Classrooms!!!

Este sonho que transformou minha família transformou minha rotina e que parece finalmente transformar minha visão completa de Vida.

Neste sonho aquilo que eu achava ser difícil e que muitas vezes cheguei a duvidar ser possível ainda nos dias de hoje tornou se real: A existência de um número significativo de jovens que se preocupam com seus futuros, jovens que não possuem medo de serem diferentes da massa medíocre, jovens que querem se superar.

Neste sonho as palavras Esforço, Descoberta e Superação deixam de serem apenas verbetes de dicionários para se tornarem práticas reais e vividas intensamente em um único fim de semana.

Neste sonho que antes era incompreensível para mim, pude entender finalmente nos dias 26 e 27 de setembro de 2009 a razão desta paixão que este projeto mobiliza. Uma paixão ferrenha, viciante, inebriante, em que cada um que se propõe a conhecê-la se entrega do seu modo. Alguns de modo mais intenso, outros de modo mais tímido, mas todos que experimentam esta “brincadeira de diplomacia” se apaixonam por este projeto por não poderem negar a emoção e a satisfação de participar de algo tão transformador que mobiliza tanto em tão pouco tempo.

Neste sonho em que Menções Honrosas são tão, ou mais, festejadas quanto classificação em vestibular, pude sentir que vale á pena dedicar- se pela educação e para o desenvolvimento das novas gerações e que as sementes que estamos plantando pouco a pouco renderão frutos significativos para o nosso mundo.

Agradeço profundamente a Raquel Mozzer, coordenadora deste lindo projeto, por permitir que eu também faça parte deste sonho e agradeço também a Tamires Reis por me mostrar concretamente o quanto o Global Classrooms pode modificar a vida de alguém, mas hoje quero agradecer especialmente aos delegados, voluntários e professores que me fizeram entender finalmente a frase: “O primeiro Global a gente nunca esquece!”

Frase que diversas vezes ouvi e não conseguia entender, mas que hoje faz parte da coleção de frases que guardo comigo como  : “Algumas verdades não precisam ser explicadas precisam apenas serem sentidas.”

Agradeço!!

Kelly Costa Reis- Psicóloga

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Acreditar em coisas maiores

Outubro 22, 2009

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Depois de tanto tempo, cá estou eu – como diriam nossos patrícios – escrevendo o meu primeiro post para o Blog.

Na realidade, é meio estranho, uma vez que não sei se escrevo como aluno, organizador ou admirador do projeto, sendo assim, decidi escrever um pouco sob cada óptica.

Vamos começar como aluno:

Nem preciso demorar tanto tempo aqui falando sobre os efeitos que têm esse projeto sobre a vida de quem por ele passa. Também é desnecessário discorrer parágrafos sobre o que se aprende com ele, porque, acreditem, páginas não seriam suficientes.

Aprende-se sobre si próprio, sobre os outros, sobre sonhos, sobre como estar inserido em algo maior, sendo uma pequena parte que, definitivamente, deve fazer a diferença.

Muito mais que Geografia, política, retórica, postura, tolerância, o Global Classrooms ensina o aluno a crer que, não importam os obstáculos, físicos, morais ou religiosos, ele pode ser aquilo que deseja, aquilo que acredita.

Enfim, aprende-se a “acreditar que somos maiores”, por crermos em coisas maiores e, tudo isso, com uma pitada de competição. Olha que beleza!

Entretanto, o aprendizado como aluno só termina depois, que é quando percebe-se que o fato de termos [ou não] perdido “a viagem dos sonhos”, não impede que ganhemos, e muito, por míseros dois dias que não passarão esquecidos.

Depois, dependendo das circunstâncias, brinca-se de organizar esse negócio:

Minha vida “backstage” no GCSP começou em 2007, nada mais nada menos, que como Secretário-Geral.

Eu sei que algumas pessoas pensam que é hipocrisia da minha parte, mas o meu papel como organizador no GCSP 2007 é pra mim, hoje, muito mais importante do que ter integrado a delegação que viajou para Nova Iorque em maio daquele ano.

Foi na edição de 2007 que eu aprendi que nem sempre as coisas funcionam como planejados, que o “trabalho dignifica o homem”, que não há nada mais belo do que o reconhecimento singelo por nosso trabalho.

Foi aí, nessa edição, que eu fui tocado, pela primeira vez, pelas maravilhas do voluntariado.

Ah! Como é bom trabalhar por um propósito maior e “acreditar em coisas maiores”.

Depois, seguindo a ordem cronológica das coisas veio 2008 e meu primeiro comitê como diretor em um Global Classrooms.

E é aí, lá dentro, que percebe-se, efetivamente, o desenvolvimento de um delegado e tão belo é poder reconhecer seus esforços.

Tá, eu sei que, infelizmente, nem todos que se esforçam ganham prêmios, mas será assim pro resto da vida e isso é outra coisa que o Global Classrooms ensina, a perder, mesmo que achemos sermos os maiores merecedores.

Pois bem, imensurável meu orgulho quando descobri que duas de minhas delegas (de nossas, Lincoln, Henrique e Fabi), Michelle e Letícia, embarcariam pra lá, Nova Iorque, e representariam muito mais que suas delegações; representariam suas histórias, seus sonhos, assim como eu havia feito dois anos antes.

E que venha 2000inove (adoro esse trocadilho)!

Confesso que fui omisso, irresponsável e alguns outros adjetivos que não condizem com o que se espera do comprometimento de um voluntário. Mas, mesmo assim, pude desfrutar de mais dois dias do tal projeto que muda a vida das pessoas.

In the first day, I was there, in the Security Council, asking for motions or points.

Mas, era na OMS desde sempre que eu queria estar… e tão valoroso foi o último dia (por enquanto) do GCSP de 2009.

E, mais uma vez, apesar de ser um diretor chato, o contato com os delegados comove. A admiração que eles transmitem, a energia que deles emana. Sabe aquele momento que queríamos fosse infinito? Pois é, apesar de eu saber que um momento bom e infinito impede que outros momentos bons venham, queria sim que a última sessão tivesse sido perpetuada.

Agora vem o mais fácil:

Tem como não admirar?

Eu, ex-aluno de escola pública, consciente e ciente do descaso dos governantes para com nosso desenvolvimento acadêmico, não posso deixar de ficar comovido com a vibração dos delegados durante as cerimônias de encerramento.

Não posso manter-me indiferente aos esforços dos organizadores em fazerem o melhor, à doação de Raquel Mozzer, Thiago Fernandes e Anamélia Meirelles.

E, mais isso o Global Classrooms ensina, a admirar. Admirar aqueles que são muito maiores, por “acreditarem em coisas maiores” e que, mesmo vendo seu trabalho sem o devido reconhecimento não desistem.

E aí, vem a hora de pedir:

Por favor, por eles (delegados), por nós (voluntários e admiradores) e por vocês, não desistam!

Porque muito mais que ensinar e apresentar amigos pra vida toda, o Global Classrooms nos muda… a nós (delegados), a nós (voluntários) e a nós (admiradores).

Jefferson Agrella.

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O sonho volta…

Outubro 5, 2009

 Mais um GC se passou e mais saudade deixou…

 Esse ano, o GC foi fantástico, nos surpreendemos com escolas novas, discursos emocionantes e gritamos com as premiações.

 Tudo novamente foi mágico e trabalhoso, pois senti os delegados muito mais centrados no assunto e mais afiados, cientes do problema discutido…  Ou acho q senti!!

 Agradeço aos delegados da OMS pelos acordos e agradeço principalmente a mesa (Helga, Vinicius, Marcos, Bruno, Peter, Jeff e em partes, o Pedro) pelo auxílio nas discussões, já que ocorreram divergências entre os delegados. Mas… Apesar de tudo, votamos por unanimidade em uma resolução! Valeu galeera!!

Rever todo mundo que amo, reviver toda a emoção de defender um país, relembrar os preceitos da ONU…

Isso é Global Classrooms!!!

 Mais uma vez, o GC provou o quanto muda a vida de seus delegados mostrando que nós podemos mudar esse mundo tão confuso, através de pequenos detalhes, e como nossa excelentíssima SECRETÁRIA GERAL, Laís Almeida pronunciou nos discursos, que não devemos desistir dos nossos sonhos, porque acredito que eles valem muito!

 Posso afirmar que a cada GCSP que participo, é um ensinamento novo que carregarei por toda a vida, não por ganhar uma MH, mas por saber que todos temosa chance de crescer na vida e de mudar o mundo, como os diplomatas de verdade da ONU.

Agradeço também do fundo do coração, o pessoal da organização, entre eles, a esplêndida Raquel Mozzer, por trazer esse projeto tão inovador à nós, alunos de escolas públicas que vivendo em meio a violência, podemos mudar nossa sociedade, construindo um futuro excelente.

Volta a dizer:

Isso é Global Classrooms!!

Acreditar em si mesmo e fazer um mundo melhor!!

Tamires Reis

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EUA teriam procurado Itamaraty para perguntar sobre arma nuclear

Setembro 23, 2009

Quinta, 10 de setembro de 2009, 04h17

A embaixada americana procurou o Ministério das Relações Exteriores para obter detalhes da pesquisa do físico brasileiro Dalton Girão Ellery Barroso sobre explosivos nucleares. A pesquisa confirma que o Brasil já tem conhecimento e tecnologia para, se quiser, construir a bomba atômica, conforme noticiou o Jornal do Brasil no último domingo. O Itamaraty não comentou o assunto.

A publicação da pesquisa do físico brasileiro Dalton Girão Barroso sobre o funcionamento do mecanismo de uma bomba atômica representa um trunfo estratégico para o Brasil, Segundo especialistas em assuntos militares. Girão Barroso desenvolveu, em sua tese de doutorado, um modelo matemático que poderia ser aplicado em um artefato nuclear.

O pesquisador de Assuntos Militares da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), Expedito Bastos, acredita que ter o conhecimento para produzir uma bomba atômica é uma peça importante de “barganha” no cenário político internacional. A visão é compartilhada pelo coordenador do Núcleo de Estudos Estratégicos da Universidade Federal Fluminense (UFF), Eurico Figueiredo. Segundo ele, saber fazer um artefato nuclear é estratégico para o Brasil, principalmente no contexto da política de defesa nacional, na qual a “dissuasão” tem papel-chave.

Fonte: http://noticias.terra.com.br/brasil/interna/0,,OI3967162-EI306,00-EUA+teriam+procurado+Itamaraty+para+perguntar+sobre+arma+nuclear.html

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EUA se abrem a negociação direta com a Coreia do Norte

Setembro 12, 2009

WASHINGTON (Reuters) – O Departamento de Estado norte-americano disse na sexta-feira que está preparado para manter negociações diretas com a Coreia do Norte, como forma de atrair o regime comunista de volta para as negociações multilaterais destinadas a acabar com seu programa de armas nucleares.

Até agora, as autoridades norte-americanas emitiam sinais ambíguos quanto à possibilidade de reuniões diretas — às vezes diziam que Pyongyang deveria se comprometer com o processo envolvendo seis partes, em outras que o diálogo bilateral poderia ocorrer “no contexto” das discussões multilaterais.

O Departamento de Estado negou que tenha havido mudança de postura, e reiterou que a intenção é manter o diálogo que envolva também China, Rússia, Japão e Coreia do Sul.

“Estamos preparados para entrar em uma discussão bilateral com a Coreia do Norte”, disse o porta-voz P.J. Crowley a jornalistas.

“Quando isso irá acontecer, onde isso irá acontecer, teremos de esperar para ver. Não tomamos uma decisão a esta altura, senão apenas dizer que estamos preparados para uma conversa bilateral, se isso for ajudar a promover o processo a seis partes.”

A Coreia do Norte aceitou em setembro de 2005 abandonar seu programa de armas nucleares em troca de concessões políticas e econômicas. Desde então, porém, o país realizou testes de mísseis e bombas atômicas, gerando dúvidas sobre seu compromisso. Desde o final de 2008, o processo multilateral estava paralisado.

Os EUA consideram que o processo a seis partes têm maior chance de sucesso por causa da participação da China, que tem certa proximidade política com o recluso regime norte-coreano.

Crowley disse ser improvável que o diálogo bilateral ocorra antes da reunião deste mês da Assembleia Geral da ONU, e não quis dizer se o enviado especial do governo Obama para a questão coreana, Stephen Bosworth, aceitaria um convite da Coreia do Norte para visitar Pyongyang.

Fonte

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Um aprendizado para a vida toda!

Agosto 11, 2009

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Escrevo para quem já participou e para os que pretendem fazer parte deste projeto fantástico que é o Global Classrooms que muda vida de quem entra neste universo de descobertas e aprendizados! O Global Classrooms é uma daquelas coisas que acontecem e aparecem em nosso caminho com um único propósito, olhar, tentar e enxergar um passado sem Sonhos, um presente com Metas e um futuro de Realizações. Foi isso que aconteceu comigo! Discutir, aprender e gostar de estudar é apenas uma dose que adquirimos após mergulharmos de cabeça neste projeto. Deixar de ser alienado e estar ciente dos problemas mundiais é chocante e incrível, porém um grande ensinamento para a humanidade. Ver pessoas morrerem de fome, povos em plena guerra, sangue e lágrimas, é uma realidade que ainda podemos mudar!

Como uma amiga me disse: “Antes do Global eu era um peixe fora d’água”. Hoje me considero um ser humano consciente, com a obrigação de contribuir para um MUNDO MELHOR.

Vitor Michels

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ONU ameaça cortar envio de alimento à África por falta de verba

Julho 31, 2009

31/07/2009 – 14h33
por DANIEL FLYNN
da Reuters, em Roma

O Programa Mundial de Alimentos (PMA) pode ter de suspender dentro de algumas semanas os voos que levam agentes humanitários a alguns dos países mais pobres da África caso não receba novas doações, disse a agência da ONU (Organização das Nações Unidas) nesta sexta-feira.

O PMA se ressente neste ano das restrições orçamentárias dos países ricos num momento de crise. A agência disse que sua ponte aérea que atende trabalhadores humanitários no Chade, país em guerra na África Central, só tem dinheiro para funcionar até 15 de agosto.

Zohra Bensemra/Reuters

Mulheres esperam comida distribuída por agências humanitárias no Congo; ONU pode cortar envio de alimentos por falta de verba
O Serviço Aéreo Humanitário da ONU, operado pelo PMA, também só tem dinheiro para operar os voos para Libéria, Serra Leoa e Guiné até o final de agosto. O órgão precisa de US$ 10 milhões para manter essas operações até o final do ano.

“Esse é só um exemplo do estresse e das restrições a que estamos submetidos neste ano”, disse Greg Barrow, porta-voz do PMA em Roma. “Estamos tendo de suspender alguns programas ou reduzir rações. Esses voos estão muito próximos de serem reduzidos ou mesmo suspensos completamente, a não ser que recebamos mais financiamento.”

Em fevereiro, o PMA já teve de fechar o serviço aéreo para Costa do Marfim e Níger. O serviço no Níger, um dos países mais pobres e menos desenvolvidos do mundo, deve ser retomado em agosto, graças a uma doação do Fundo Comum de Auxílio Emergencial da ONU.

No Chade, seis aviões transportam em média 4.000 passageiros humanitários por mês a dez destinos. Essas pessoas prestam auxílio a 250 mil refugiados de Darfur e a 180 mil refugiados internos do leste do próprio Chade.

“Como o PMA atenderá os famintos? Como os médicos vão chegar aos seus pacientes? Como as pessoas terão água pura se os engenheiros que as ajudam a construir poços não conseguem chegar lá?”, perguntou Pierre Carrasse, diretor do departamento de aviação do PMA, em nota.

Barrow disse que, se os voos forem suspensos, os trabalhadores humanitários poderão viajar por terra, apesar das longas distâncias e das estradas perigosas.

Josette Sheeran, diretora-executiva do PMA, disse na última quarta-feira (29) que a organização havia recebido promessas para apenas 3,7 bilhões de dólares dos 6,7 bilhões necessários para 2009.

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u603211.shtml

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Água Potável em Angola

Julho 23, 2009

23-07-2009 16:01

Huambo

Mais de seis mil famílias da Caála beneficiam-se de água potável

Caála – Seis mil e 750 famílias das comunas da Calenga, Cuima e Catata, no município da Caála, província do Huambo, estão a consumir água potável desde Abril deste ano, no quadro do programa do “Água para Todos”, traçado pelo Governo angolano.

Em declarações hoje (quinta-feira) à Angop, o administrador municipal da Caála, Miguel Somakessenje referiu que os novos sistemas de captação e distribuição de água reduziram as longas distâncias anteriormente percorridas pela população para obter o produto.

A reposição dos sistemas durou um ano e funcionam por indução forçada, estando equipados com tanques com capacidade para armazenar 20 mil litros de água potável.

O administrador do município da Caála afirmou que esta iniciativa vai estimular o desenvolvimento socioeconómico da circunscrição, assim como diminuir as doenças causadas pelo consumo de água não tratada.

Segundo a fonte, o desenvolvimento socioeconómico da região é visível em vários aspectos e pretende-se criar outros projectos sociais para bem-estar da população.

Estão em curso desde o princípio deste mês as obras de recuperação do sistema de captação, tratamento e distribuição de água potável à cidade da Caála, a cargo de uma empresa chinesa.

A reabilitação está assente no melhoramento da conduta de distribuição, reservatório central de água potável, sistema de captação e outros pontos de canalização da cidade da Caála.

De acordo com Miguel Somakessanje, o sistema será modernizado para resolver o problema de carência do produto na cidade.

O sistema de abastecimento de água potável possui quatro tanques reservatórios, deste dois são de 520 metros cúbicos e os outros dois têm a capacidade de armazenar 250 métricos cúbicos.

Sem precisar o orçamento definido para o projecto, o administrador municipal disse que o governo está engajado em melhorar as condições de vida da população desta cidade. 

Actualmente, estão privados de água potável cerca de 662 consumidores da cidade da Caála, cadastrados no ano passado.

Na localidade, os munícipes adquirem água para o consumo através de poços, fontanários e riachos existentes na periferia da circunscrição.

O programa “Água para Todos” permitiu ao município da Caála beneficiar-se da reabilitação de sete pontos de águas distribuídos em instituições escolares, hospitais e mercados, onde se notam maior concentração populacional.

Numa segunda fase, pretende-se reabilitar mais de 40 manivelas para o melhoramento e tratamento de água potável no município da Caála, situado a 23 quilómetros ao oeste da cidade do Huambo.

Fonte: http://www.portalangop.co.ao/motix/pt_pt/especiais/reconstrucao-nacional/Mais-seis-mil-familias-Caala-beneficiam-agua-potavel,9dccfb72-da15-4d82-9eef-954f42bce8e7.html

22-07-2009 19:06

Huambo

Comuna de Mundundu ganha sistema de água potável

Huambo – Um sistema de captação e tratamento de água com capacidade para fornecer cinco mil litros por hora foi inaugurado hoje (terça-feira), na comuna de Mundundu, município de Ukuma, a 112 quilómetros a Oeste da cidade do Huambo.

O sistema foi inaugurado pela vice-governadora provincial do Huambo, Lotti Nolika, e é composto por dois tanques-reservatórios, um grupo gerador de 22 KVA e seis chafarizes.

Cerca de 300 mil dólares americanos foram investidos no projecto, que inclui ainda a instalação de um sistema de energia solar para o centro de saúde e para a administração comunal.

Na localidade vivem perto de oito mil e 458 pessoas, na sua maioria agricultores. 

Na ocasião, a vice-governadora revelou que o projecto enquadra-se no programa “Água para todos”, elaborado pelo Governo angolano para melhorar o fornecimento do produto à população.

“O governo provincial vai continuar a trabalhar para a recuperação das infra-estruturas da comuna, na sua maioria grandemente destruídas durante o conflito armado que se registou no país.”, frisou.

A moradora local Adelina Umbe, de 42 anos, disse à Angop que esta é a primeira vez que a população da comuna beneficia-se de um 
sistema de fornecimento de água tratada.

O soba da comuna, Albano Lucas, revelou que a comuna possui uma central eléctrica e que este sistema de água canalizada veio sustentar as promessas do governo para com o população.

Fonte: http://www.portalangop.co.ao/motix/pt_pt/especiais/reconstrucao-nacional/Comuna-Mundundu-ganha-sistema-agua-potavel,0be68268-21dd-4529-b92e-cb7af77e523d.html

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Cidade australiana ganha fama por proibir água engarrafada

Julho 23, 2009

18/07/2009

Meraiah Foley

Em Bundanoon (Austrália)

Quando os moradores de Bundanoon (Austrália) votaram neste mês pela proibição da venda de água engarrafada na cidade, não imaginavam que conquistariam fama mundial.

Com uma votação quase unânime em uma reunião da comunidade, os moradores desta pequena cidade turística iniciaram um debate mundial sobre os efeitos sociais e ambientais da água engarrafada que colocou a indústria de bebidas na defensiva.

Huw Kingston, líder da campanha contra a água engarrafada em Bundanoon (Austrália)

Huw Kingston, líder da campanha contra a água engarrafada em Bundanoon (Austrália)

Autoridades estaduais e municipais nos EUA vêm diminuindo o uso de água engarrafada em escritórios públicos nos últimos anos, alegando diversas preocupações, dentre elas a energia usada para produzir e transportar as garrafas e o aumento da desconfiança do público na água encanada. Até onde sabem os ativistas, Bundanoon é a primeira cidade no mundo a proibir a venda de água engarrafada.

Localizada nas terras altas no sudeste de Sydney, Bundanoon é uma cidade pacata de jardins arrumados e chalés graciosos cercados por casas de campo de cidadãos urbanos ricos. É o típico lugar onde desconhecidos conversam nos bancos do parque ao longo da pitoresca rua principal e as pessoas do lugar deixam flores no memorial de guerra local.

De acordo com Huw Kingston, proprietário do Ye Olde Bicycle Shoppe e líder da campanha, a proibição não começou como cruzada ambiental. Começou quando a empresa engarrafadora pediu permissão para extrair milhões de litros de água do aquífero local.

A princípio, os moradores não gostaram da ideia de caminhões de água atravessando suas ruas tranquilas. Mas, com o crescimento da oposição, muitos moradores começaram a questionar o próprio conceito de transportar água por caminhão por cerca de 160 km ao norte, para uma engarrafadora em Sydney, para depois ser transportada para outras partes – possivelmente até de volta a Bundanoon – para ser vendida.

“Tomamos consciência, enquanto comunidade, do que é essa indústria”, disse Kingston. “Então nasceu a questão: se não queremos uma fábrica de extração em nossa cidade, talvez não devêssemos mesmo vender o produto final”.

Uma dezena de ativistas se reuniu e convocou uma reunião da comunidade. Dos 356 moradores que apareceram para votar com um aceno de mão, apenas um fez objeções.

A proibição é inteiramente voluntária. Com o apoio do público, os seis principais comerciantes de alimentos da cidade concordaram em tirar a água engarrafada de suas prateleiras a partir de setembro. Eles planejam recuperar suas perdas vendendo garrafas reutilizáveis e baratas que poderão ser enchidas em fontes e bebedouros que serão distribuídos pela cidade.

Alguns dos 2.500 moradores da cidade dizem que apoiam o projeto porque se preocupam com os efeitos dos agentes químicos das garrafas plásticas; alguns veem como demonstração positiva contra a engarrafadora.

Uns não acreditam que a prefeitura conseguirá manter as novas fontes, enquanto outros se preocupam com as implicações para a saúde de deixar apenas alternativas açucaradas nas prateleiras das lojas.

“Não vejo porque se deve teimar apenas com a água”, disse Trevor Fenton, morador aposentado de Bundanoon. “O que eu gostaria era de vê-los se livrarem de todos os refrigerantes, mas eles nunca fariam isso.”

Os ambientalistas vêm ganhando força na luta contra a água engarrafada. Além das novas restrições de governos estaduais e municipais nos EUA, muitos restaurantes importantes também começaram a substituir água mineral importada por água da bica. Recentemente, um comitê do Congresso norte-americano debateu se não deve aumentar a regulação sobre a indústria da água engarrafada, após revisar dois novos estudos que questionavam se a água engarrafada era mais saudável do que a da bica.

A repercussão do assunto irritou a indústria, que envolve quase US$ 60 bilhões (em torno de R$ 120 bilhões) por ano no mundo e cerca de US$ 400 milhões (R$ 800 milhões) por ano na Austrália. Grupos da indústria dizem que é injusto discriminar a água engarrafada quando muitos outros produtos -como fraldas descartáveis e produtos importados, queijo e vinho- têm igual ou maior impacto no meio ambiente.

Na Austrália, a maior parte da água mineral é produzida nacionalmente, em garrafas recicláveis que perfazem uma proporção muito pequena dos aterros sanitários, de acordo com Geoff Paker, diretor executivo do Australian Bottled Water Institute.

“Precisamos manter o produto em perspectiva”, disse Parker. “Há dezenas de milhares de produtos no setor de bens de consumo e há um vasto número com uma pegada de carbono maior do que a água engarrafada.”

A questão é sensível. No dia da votação em Bundanoon, o governo de New South Wales anunciou que ia parar de comprar água engarrafada, levando o ministro do meio ambiente a instar outros Estados a fazerem o mesmo. As medidas geraram uma enxurrada de editorais nos jornais e em programas de rádio no final de semana em toda a Austrália.

Os comerciantes de Bundanoon dizem que ficaram intrigados com toda a atenção que se voltou para eles com a proibição, e até receberam oferta de garrafas de água reutilizáveis com uma marca especial de uma importante fornecedora europeia.

Em frente a sua loja de revistas e jornais, Peter Stewart disse que os holofotes sobre Bundanoon iam compensar os US$ 1.200 (aproximadamente R$ 2.400) por ano que deve perder com a proibição da venda de água mineral.

“Que um grupo de pessoas possa se reunir por alguns meses e chegar às manchetes do mundo todo, é realmente impressionante”, disse ele. “A cidade está muito orgulhosa”.

Tradução: Deborah Weinberg

Fonte: http://noticias.uol.com.br/midiaglobal/nytimes/2009/07/18/ult574u9520.jhtm